Belo Horizonte para o Turismo


Sugestão para Placas de Sinalização Turística das Trilhas Parque - Parte 01

  

  

  

  



Escrito por Tullio Marques às 08h40
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Sugestão para Placas de Sinalização Turística das Trilhas Parque - Parte 02

  

  

  

  

  



Escrito por Tullio Marques às 08h37
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Projeto Trilhas Parque - Apresentação

  

  

  

  

  

  



Escrito por Tullio Marques às 00h23
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Escrito por Tullio Marques às 00h19
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BELO HORIZONTE PARA O TURISMO.

Índice

 



Escrito por Tullio Marques às 16h29
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Diálogos para as Diretrizes de Ecoturismo no Brasil

Em evento ocorrido em Dezembro/2004, em Brasília, foram discutidos os principais temas nacionais relevantes no que se refere ao Ecoturismo.

Neste evento, colheu-se o resultado das oficinas realizadas entre todas as comissões representativas das regiões do brasil.

Os dados obtidos nas diversas câmaras estão sendo compilados por uma equipe coordenada pelo Ministério do Turismo, a qual se pretende resumir de forma prática, tornando-o um plano unificado.

Para conhecimento dos visitantes de nosso www.forumdediscussao.zip.net , registramos a contribuição do Diretor de Ecoturismo da Setur/MG, Ted, que nos enviou o relatório final, que reproduzimos aqui parcialmente, da discussão havida na região Sudeste:



Escrito por Tullio Marques às 16h16
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Proteja-se também nessas férias contra o AMADORISMO no Turismo - Curso "Aprendendo ecoturismo na Serra do Cipó"

De 27 a 30 de Janeiro , os amantes do ecoturismo terão a oportunidade de fazer um curso ao vivo, na Serra do Cipó, com orientação de experientes professores especializados no setor. Mais importante do que aprender será vivenciar: os participantes terão oportunidade de praticar trekking orientado no Parque Nacional da Serra do Cipó, fazendo um percurso até a Cachoeira da Farofa, no dia 27; aula prática de educação ambiental no dia 28; experiência prática com a equipe da Cipó Aventuras e, no último dia, noções básicas de tirolesa, rapel, ponte tibetana, canoagem e trekking orientado.

O curso é dividido em cinco módulos.

Módulo Inicial - Turismo e Meio Ambiente - Palestra da instrutora Jaisa Gontijo Bolson abordando conceitos básicos, turismo x meio ambiente, desenvolvimento sustentável e unidades de conservação, além de uma palestra sobre o Parque Nacional da Serra do Cipó, pelo Ibama.


Segundo Módulo - Conceitos básicos, educação ambiental em parques nacionais e educação ambiental em turismo, e aula prática. A instrutora é Cintia Fonteboa.


Terceiro Módulo - Ecoturismo em geral: conceitos básicos; políticas públicas; práticas de ecoturismo; segurança; e papel de um órgão municipal de turismo localizado no entorno de Unidades de Conservação. Será abordado o caso de Santana do Riacho. Instrutor: Hélio Rabelo.


Quarto Módulo – O Negócio do Ecoturismo: experiência com a agência de ecoturismo Brasil Aventuras; perfil do consumidor; como organizar roteiros; marketing e comercialização. Serão debatidas as experiências da Gaia Ecoturismo, Cipó Aventuras, Serra do Cipó e Ewerton Campos. Instrutor: Marcelo André Rodrigues Borges.

Quinto Módulo – Aula prática com orientação dos instrutores da Cipoeiro Expedições, percorrendo os principais circuitos da Serra do Cipó, incluindo suas cachoeiras e áreas de camping.

Informações

O curso custa R$ 390 por pessoa, sendo metade na inscrição e o restante após 30 dias. Este valor, contudo, não inclui hospedagem, transporte e alimentação durante os 4 dias, que ficam por conta de cada participante. As inscrições podem ser feitas via internet, através de depósito em conta corrente no Banco do Brasil, Ag 1614-4, conta 2119-9, Fundação Israel Pinheiro. .

Mais informações sobre a Serra do Cipó: www.guiaserradocipo.com.br. O curso terá coordenação de Jaisa Gontijo Bolson e Hélio Rabelo, sendo uma realização da Fundação Israel Pinheiro e do Ceatur - Centro de Estudos Avançados em Turismo.

Mais detalhes à Av. Amazonas 491, sala 105, Centro, BH. Fone (31) 3273-8393.

Contatos (31): Tatiana, 3273-8393; Hélio, 8881-0720; e Jaisa, 9105-8755. E-mail: cursoecocipo@yahoo.com.br ou ceatur@israelpinheiro.org.br



Escrito por Tullio Marques às 15h41
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Época de Férias é colocar o pé na estrada, mas é preciso ter cuidados com a saúde

A Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde recomenda aos ecoturistas:

  • avaliação das condições físicas antes da partida;
  • atualizar o cartão de vacinação 10 dias antes da viagem;
  • sair sempre com equipamentos de segurança ou vestuário adequado;
  • vá sempre com um guia
  • vacinas para adultos e principalmente crianças – sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano, coqueluche, tuberculose, poliomielite, hepatite B, Haemophilus influenzae tipo B, febre amarela, raiva;
  • em cavernas, use máscara de segurança com filtro, pois as fezes dos morcegos podem transmitir o fungo Histoplasma capsulatum, ou seja, se agravar vira pneumonia;
  • durante a temporada de gripe, o turista deve se imunizar.

Água e Alimentos

  • Evite bebidas com gelo;
  • use somente líquidos engarrafados industrialmente;
  • usar copos e canudos;
  • diarréia por mais de uma semana, acompanhada de febre alta, catarro, pus ou sangue nas fezes- procure um médico;
  • evite condimentos, carnes ou peixes crus ou mal cozidos, derivados de leite não industrializados, e comer frutas e legumes bem lavados;
  • em caso de alergias alimentares verificar sintomas como: coceira, vermelhidão na pele e inchaço na língua. Em casos extremos, pode ocorrer a obstrução das vias respiratórias;
  • ferroadas de abelha ou marimbondo, mantenha-se o mais quieto possível para evitar que o veneno se espalhe. Quem for alérgico procure um médico;
  • cuidado com imóveis que foram atingidos por enchentes podem estar contaminados desinfete com cloro ou água sanitária.


Escrito por Tullio Marques às 15h39
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Clipping - Artigo



Escrito por Tullio Marques às 13h11
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Clipping - Artigo



Escrito por Tullio Marques às 13h07
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Clipping - Artigo Jornal O Tempo, do caderno Especial, de 15/12/2004



Escrito por Tullio Marques às 13h05
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Clipping - Artigo do site www.gwg.com.br, de 29/04/2004

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Escrito por Tullio Marques às 11h21
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Ciclo de Debates - Em Defesa do Rio São Francisco

O ano vai se acabando mas os assuntos de nosso blog não se esgotam.

Desde 23/11/2004, estou engasgado por apresentar o debate ocorrido na ALEMG/MG, cujo tema foi:

Em defesa do Rio São Francisco

Sob o prisma turístico, vale lembrar que o rio São Francisco foi rota de entrada de bandeirantes e aventureiro, na busca do ouro e conquista do território nacional. Os comerciantes de secos e molhados e de gado utilizaram seu percurso para suprir as minas gerais dos séculos XVII e XVIII.

Mesmo que este caminho não integre o projeto Estrada Real, é estrada real.

Trata-se de um consistente produto, um belo roteiro, tanto em suas águas ( em que ainda se pode transpor, esportivamente, em técnicas de canoagem, ou mesmo, a lazer no vapor Benjamim Guimarães ) quanto aventurosamente, em trilhas, às margens do rio (caminhando, pedalando, ou mesmo, cavalgando ).

"Na Assembléia Legislativa, em 23/11/2004, compuseram uma mesa técnicos, políticos e representantes de ONG’s, para realizar o debate sobre as viabilidades da transposição do rio São Francisco. O coordenador do CIPE, Gil Pereira, presidiu a sessão.

Dos vários oradores, recolhemos algumas considerações:

João Agner Guimarães Jr., da Universidade do Rio Grande do Norte, afirmou ser "um mito, uma panacéia, este projeto de transposição. É chover no molhado. É politicamente inconseqüente. Só a energia a se gerar para bombear a transposição é o bastante para comprometer a matriz energética.

"Como potiguar, estou aparentemente em contradição por posicionar-me contra. Mas, o aspecto econômico que está por trás da questão, implica exportação da água, o que é uma cobiça internacional, cada vez mais insaciável. A energia gerada pela água tem valor de exportação, uma vez que move a indústria, viabiliza confecção de produtos e que, portanto, é dividendo de interesse no mercado internacional. Se a questão aspirada pelo Primeiro Mundo em nossas fontes, é água, o Norte/Nordeste já os supre com a exportação dos ativos de pomares: melões, melancia, abacaxi, maracujá, laranja, etc., que no fundo, são invólucros do precioso líquido, o que não foi nem considerado nas análises deste projeto."

"Ademais, o custo desta água transposta para o Norte incidirá em um aumento de 5 a 6 vezes o custo da taxa atual cobrada pelas prefeituras que serão "beneficiadas" pela transposição. Outro aspecto é que, quem em verdade se abastecerá dessa água serão as grandes cidades de lá, que até o momento não sofrem comprometimento com a questão. Portanto, ninguém será beneficiado, senão os cofres oficiais."

A seguir, o Secretário de Estado de Meio Ambiente, ex-ministro da área e também presidente do Comitê da Bacia do Rio São Francisco, José Carlos Carvalho, disse:

    • "72% do percurso do São Francisco encontra-se em território mineiro";

    • "A Bahia comporta 20% do rio São Francisco; Pernambuco, 3%; Alagoas e Sergipe, menos de 0,5%";

"Não que queiramos obstar o debate. Mas nossa condição não permite fugir à responsabilidade que nos cabe. Seremos, sem maniqueísmo e sem sectarismos, solidários para com o aumento da oferta de água no semi-árido. Porém, não esqueçamos que a Bacia do São Francisco é semi-árida. Isto eu ponho para que compreendam que a questão é fundamental à nossa reflexão. Relembro que São Romão, que é banhado pelos rios Urucuia e São Francisco, esteve com calamidade decretada".

"Precisamos buscar solução às irrigações em Minas, com muitos hectares com carência. É uma demanda que não pode ser desconsiderada no âmbito do projeto".

"Os 26 m3 que se pretende ao semi-árido setentrional ultrapassam a cota hoje disposta ao habitante de Belo Horizonte. Eu pergunto: O que excede é para benefício econômico de lá?"

N.A.

Este debate parece estar superado. É uma decisão do governo. Transferir recursos do Vale do São Francisco, com a economia estagnada, para a região de Fortaleza, parece uma iniciativa de combustão à "indústria da seca".

Para quê gastar um bilhão na transposição das águas, se o Ministério de Patrus vem oferecendo uma alternativa às populações carentes em que prevê construção de cisternas? E o Ministério continua "seco" de recursos!

Sabe-se que a transposição não alcançará as populações agrícolas do interior e só atenderá em melhor condição, os grandes centros urbanos.

Ouvimos em seguida Maria Dalce Ricas, superintendente executiva da AMDA – Associação Mineira de Defesa do Ambiente.

A palestrante inicia criticando o representante do Ministério do Meio Ambiente, cuja fala enfadonha chegou a "dar sono" em toda a platéia pela monotonia de sua fala, insensibilidade e indiferença com que o mesmo relatava a predisposição do governo em executar a transposição.

Indignada com a frieza do relator, Maria Dalce inicia seu discurso criticando a estratégia do governo em não considerar críticas adversas e à maneira que seu representante conduzia sua apresentação: "Sem emoção não dá! A maior conquista da democracia brasileira foi o direito ao debate. Mais uma vez, há um "cheiro" de assistencialismo demagogo no projeto. Com a questão ambiental, o que interessa é a sustentabilidade, e não destruir um ecossistema para fazer "média" sócio-eleitoral. Isto é desconhecimento".

"Quem concede a licença é o Ibama. Isto é como o cachorro vigiando a lingüiça! Parece teatral as audiências públicas e mesmo assim, só houve uma em Minas Gerais. Esta, se deu em Belo Horizonte. E os demais pontos importantes do Estado, como por exemplo na Bacia do São Francisco? Não é possível o projeto do governo deixar de ouvir as populações envolvidas". Acrescenta indagando: "Será que o Governo Federal imagina que a aprovação precipitada deste projeto poderá resultar em um futuro conflito entre estados? Vamos supor que, no futuro, Minas não possa garantir o fluxo hídrico para atender os compromissos com os beneficiários?"

O Fórum Mundial delibera a proibição de transposições.

Senhor Representante do Governo, porque não interromper esta ação?

continua...



Escrito por Tullio Marques às 17h12
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Ciclo de Debates - Em Defesa do Rio São Francisco - continuação


Ao final da audiência elaboraram um documento sob o título:


 Carta de Minas

 O Brasil possui dois símbolos indiscutíveis de unidade nacional. Um deles é o idioma, pelo qual os habitantes de todas as partes do País se comunicam perfeitamente. O outro é o rio São Francisco, que integra territórios de seis Estados das regiões Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e do Distrito Federal. Percorrendo mais de 2 ,7 mil quilômetros e formando uma bacia hidrográfica que engloba mais de 503 municípios, o São Francisco exerce forte influência social, econômica e cultural sobre uma população de mais de 15 milhões de pessoas.

O "Rio da Integração Nacional" também carrega si o simbolismo de seu nome ecumênico: protetor das aves, das plantas e por extensão, do meio ambiente - patrono da ecologia.

Qualquer discussão de âmbito nacional sobre o rio São Francisco, deveria, diante dessas circunstâncias culturais e históricas, ter como premissas o respeito à natureza, o cuidado com a preservação ambiental, em sentido amplo (incluindo os recursos naturais e os seres humanos), a comunicação franca e aberta, a disposição para o diálogo e a transparência.

Essas premissas, infelizmente, não estão norteando o projeto do Governo Federal de transposição das águas do rio São Francisco. A decisão de dar inicio às obras de transposição, agora eufemisticamente denominada de "integração das bacias", contraria a opinião de técnicos, ambientalistas e estudiosos do assunto e - na contramão dos esforços para a construção da democracia – a vontade de grande parte da população a ser atingida com a captação das águas do rio.

Neste sentido, há dois fatos preocupantes na condução do projeto pelo governo:

    1. a sociedade brasileira não está devidamente convencida – diante dos estudos técnicos colocados à sua disposição – de que transposição das águas do São Francisco é imprescindível para o desenvolvimento do Nordeste Setentrional e não trará prejuízos para o meio ambiente e para as populações ribeirinhas;
    2. a forma de conduzir o processo de aprovação do projeto está muito mais próxima de um modo autoritário de decidir sobre as questões de interesse público do que de um modo que tenha por princípio o diálogo e a transparência que a população brasileira tanto esperava do governo atual.

O bom senso e a responsabilidade indicam que, antes de se pensar na possibilidade de drenagem das águas do São Francisco, devem ser considerados diversos aspectos relacionados ao assunto, como:

a) o processo de transposição de águas de rios ou lagos para regiões supostamente carentes de recursos hídricos têm resultado em sérios danos ambientais, econômicos e sociais em diversas partes do mundo (como ocorreu nos casos do rio Colorado – EUA e do lago Aral – Rússia);

b) existem soluções locais, contextuais, pra sanar o problema da escassez de recursos hídricos no Nordeste Setentrional, como o uso de cisternas, poços tubulares, açudes, barragens subterrâneas, que não estão sendo devidamente dimensionada;

c) é necessário que se implante no Nordeste Setentrional (assim como, em todas as regiões brasileiras) um modelo de gestão de recursos hídricos levando em conta uma série de fatores, como a disponibilidade e a necessidade de água, as alternativas de produção de água, a preservação do meio ambiente e o contexto sócio-econômico da população;

continua...



Escrito por Tullio Marques às 17h11
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Ciclo de Debates - Em Defesa do Rio São Francisco - continuação

d) é necessário também que se revejam as políticas públicas que permitem ou estimulem direto e indiretamente, a degradação das bacias hidrográficas, notadamente a do São Francisco e que se implementem programas das áreas ambientalmente degradadas;

e) os projetos relacionados aos recursos hídricos, não podem centra-se na visão "comercialista" ou imediatista do uso das águas, deixando em segundo plano seus aspectos sócio-ambientais( é um grande equívoco, por exemplo, classificar como "desperdício" o lançamento das águas do São Francisco no oceano Atlântico, pois uma alteração artificial desse fenômeno traria uma série de conseqüências ambientais em toda a região de influência da foz do rio, relacionadas principalmente à flora, à fauna e à cadeia alimentar;

f) escapa à lógica do planejamento a afirmação de que será utilizada só a metade da capacidade de bombeamento do projeto de transposição, de 127 m³/s, pois, se há tanta escassez e tanta demanda, é pouco provável que se realize um projeto dessa monta apenas a título de "capacidade instalada";

g) é inacreditável que se afirme, no RIMA relativo ao projeto de transposição, que não haverá impactos ambientais no trecho do rio que vai das cabeceiras até o barramento de Sobradinho, ignorando-se a natureza unitária da Bacia Hidrográfica do São Francisco, especialmente no que diz respeito a Minas Gerais, que gera mais de 75% de suas águas;

h) a transposição das águas do São Francisco tem forte apelo político e social, pois se fundamenta na necessidade de atender a uma região historicamente pobre, com baixos índices de desenvolvimento e que tem desafiado sucessivas administrações governamentais. Todavia, é preciso pensar também que existem regiões muito pobres, ao longo de uma grande extensão do rio a montante da área na qual se pretende fazer a drenagem, sujeitas a ficar ainda mais pobres com a implantação do projeto;

i) a transposição fere o direito ao uso do patrimônio natural para o desenvolvimento econômico sustentável dos que vivem no Vale a jusante do desvio e, por conseqüência, das regras de gestão que se pretende impor, dos que vivem acima dos pontos de captação do rio, porque inviabiliza o legítimo direito de pretenderem habilitar-se a usuários. Inevitavelmente, os ribeirinhos terão seu atendimento potencial reduzido exageradamente pela quantidade de água reservada para a transposição.

Diante destas considerações, os participantes do Ciclo de Debates "Em Defesa do Rio São Francisco" convocam a sociedade para se engajar na discussão sobre o tema e propõem ao governo federal as seguintes medidas:

  • suspensão do projeto de transposição da água do São Francisco até que se realizem estudos confiáveis, por empresas ou instituições de pesquisa independentes e de reconhecida capacidade técnica, englobando toda a bacia hidrográfica do rio;
  • abertura de diálogo, de maneira ampla e transparente, com toda a sociedade brasileira, a respeito do assunto, tendo por base os estudos técnicos elaborados e divulgados previamente;
  • implantação de um programa de revitalização da Bacia do Rio São Francisco, considerando os pontos de vista ambiental, social e econômico e não apenas a garantia de água para transposição. 

Belo Horizonte, 23 de novembro de 2004

   

N.A.

Caminho que passa rio ou elefantes, não tentem obstar, pois a reação pode ser implacável!



Escrito por Tullio Marques às 17h09
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